Piora se esperar
Atritos que corroem o squad a cada sprint sem ajuste — uma dupla que já evita falar direto, um lead que só dá feedback por mensagem passivo-agressiva, algo que trava a entrega.
Treinamento on-line, Brasil · habilidades interpessoais para times de tech
InícioDiagnóstico do time
Nem toda fricção da equipe pesa igual. Veja como decidimos o que entra no treino primeiro, sem depender de achismo ou da última situação que incomodou alguém.
O jeito mais comum de montar um treinamento é cobrir um pouco de tudo: comunicação, feedback, conflito, escuta — cada tema em meia hora. Funciona como introdução. Deixa de funcionar quando o atrito real do time, aquele que trava sprint e queima gente boa, recebe o mesmo tempo que um tópico genérico só porque os dois estavam na mesma lista.
Cobrir tudo por igual trata cada situação como se pesasse o mesmo. Na prática não pesa: um code review que sempre vira briga custa caro toda sprint; uma dúvida pontual sobre tom de e-mail, não. Quando o treino não distingue isso, quem paga é o squad — repetindo o mesmo atrito toda semana, sem um critério para quebrar o ciclo.
Três faixas, com critério explícito — não uma sensação de "isso tá pegando" decidida no calor da sprint.
Atritos que corroem o squad a cada sprint sem ajuste — uma dupla que já evita falar direto, um lead que só dá feedback por mensagem passivo-agressiva, algo que trava a entrega.
Situações que merecem atenção, mas não pioram sprint a sprint — desde que o time saiba que o tema está na fila e quando ele volta a ser tratado.
Temas importantes para quem levanta a mão, mas que não disputam o mesmo espaço de um atrito com risco real de virar pedido de desligamento.
Definir critério de prioridade não é escrever uma régua e colar no Notion. É sentar com tech leads e ICs, olhar os atritos que aparecem de verdade nas retros — não os que soam bem em teoria — e decidir junto o que pesa mais para aquele time específico. Uma squad de produto recém-formada tem critérios diferentes de um time que já trabalha junto há três anos.
Depois de definidos, esses critérios entram no ritual do time: no que vira pauta de 1:1, no que abre a retro, e na conversa periódica sobre o que mudou. Prioridade que não é revisada perde validade rápido — o time cresce, rotaciona, e o critério precisa acompanhar.